Já aqui revelei que sou um aficionado do desporto. Como tal, para além do futebol todos os sábados, é costume fazer umas corridinhas todas as semanas. Rara é a semana em que não corro, pelo menos, uma vez.
Ontem, estava naqueles dias em que tencionava ir correr, mas estava a deixar-me levar por aquela preguicite aguda que, muito esporadicamente, toma conta de mim. Para além disso, com a mudança da hora, fiquei privado de correr no sítio onde era usual fazê-lo, visto que lá ao final da tarde já não se consegue ver nada. No entanto, um súbito laivo de vontade fez-me superar a moleza e o frio.
Não gosto muito de correr no meio da estrada e dos prédios, mas também não me apetecia ir de carro para um sítio mais adequado. Depois, tinha igualmente que perder tempo nas filas de trânsito, com o suor a secar-me no corpo. Assim sendo, lá fui eu fazer-me à estrada.

Gosto de fazer desporto com boa intensidade, não significa que vá sempre aos meus limites, mas gosto de dar bastante de mim, uma vez que só assim a prática desportiva produz algum efeito e nos faz sentir realmente bem. Gosto de chegar ao fim e sentir que rendeu. Para andar ali a pisar ovos é preferível ficar quietinho no sofá!
Porém, ontem, uma estranha letargia conduzia a minha corrida. Estava muito aquém daquilo que podia fazer, quando, de repente, recebi um incentivo extra. Uns cinco minutos após ter começado, deparei-me, de repente, com um enorme cão preto de ar ameaçador. Ui, perninhas para que te quero...!
Certo é que aumentei o ritmo e já fiz o resto do percurso com uma intensidade satisfatória. Ontem, aquele cão solto fez-me soltar a mim! E a corrida rendeu, de facto. Não graças a mim, mas devido ao animal!
Aquele bicho daria, certamente, um grande treinador e merecia que, para a próxima, lhe levasse um ossinho! Obrigadinho e, apesar da boa corrida que me proporcionaste, espero nunca mais te encontrar, amiguinho de quatro patas!
Abraço/beijinhos