Ontem à noite era para haver jantar e uma saída com dois amigos, colegas dos tempos do liceu. Infelizmente, devido ao facto de ainda não me encontrar totalmente recuperado da gripe, tivemos que adiar esse programa e fomos somente tomar um bebida. No meu caso, um chá bem quentinho.
Foi um bocadinho agradável, recordando situações, pessoas, falando do dia-a-dia e, sobretudo, mandando aquelas boquinhas, rindo e brincando. Não há nada como ter bons amigos. Amigos de verdade. Pessoas que gostam de nós por aquilo que somos e que estão prontas para nos ajudar, nem que seja com uma simples palavra, que, por vezes, marca a diferença por completo.
Sempre me dei bem com todos os colegas de turma, nunca tive problema com nenhum, mas é natural que, seja por que motivo for, tivesse mais afinidade com uns do que com outros. Uns foram simplesmente colegas, outros ultrapassaram essa condição. Estes dois ficaram amigos. Para a vida. Assim o espero e faço toda a questão.
Conheci-os no décimo e fomos colegas até ao 12.º ano. São duas pessoas diferentes, mas ambas com um coração enorme e que regem a sua vida por princípios com os quais me identifico. O Esombe é mais assertivo e pacato, o
Bruno é mais parecido comigo, 'palhaço' e boleirãozinho. Não mudaram muito desde que os conheci. A formação da pessoa já la estava naquele momento. O pouco que mudaram foi fruto do crescimento natural, inerente a qualquer ser humano.
No entanto, a nossa amizade teve um período de interregno de alguns anitos. Não por atritos ou opções, mas devido às contingências da vida. Como não vivíamos mesmo pertinho e, naquela altura, ainda não tínhamos telemóveis e internet, acabámos por perder o rasto uns dos outros durante algum tempo.
Até que um dia, estava eu num café e vejo passar o Esombe na rua. Fui ter com ele, falámos um pouco, trocámos o número de telemóvel e combinámos ir beber um café no domingo seguinte. Assim foi.
À hora combinada, encontrámo-nos no local escolhido, mas havia um problema: ver cafés abertos naquela localidade era quase como encontrar uma agulha num palheiro. Acabámos por descobrir um, dentro de um pequeno centro comercial. E lá fomos nós...
O mais incrível aconteceu depois. Estávamos então os dois nesse café e quem é que eu vejo? Conseguem adivinhar? Pois é, ele mesmo: o Bruno a entrar numa loja!!! Ele que trabalha longe de Lisboa e é raro vir cá, veio nesse fim-de-semana e foi àquele centro comercial - onde eu nunca vou, muito menos tomar café - naquele preciso momento em que nós lá estávamos... Há coisas fantásticas, não há?
Acabou por ser um café e um reencontro a três! Há coincidências incríveis... e felizes! Desde então, há quase dois anos e meio a esta parte, nunca mais perdemos o contacto, seja pessoalmente, por telemóvel ou msn e já temos mais uns capítulos de histórias para acrescentar nesse enorme livro da vida e, um dia mais tarde, recordar!!!
Foi extraordinário constatar que as amizades verdadeiras resistem ao tempo e à ausência. Tudo continuou igual. Uns anos mais tarde pareciam que tinham sido somente uns dias depois... O que importa mesmo na pura amizade são as pessoas, independentemente das nacionalidades, raças, crenças, etc... E estas duas pessoas terão aqui sempre uma porta aberta!
Em forma de hino à amizade, e dedicado a todos os meus amigos e aos que gostarem da música, aqui fica "Friends will be friends", dos Queen. Se não gostarem, paciência... Não arranjei melhor e fica a intenção!Abraço/beijinhos a todos os meus amigos e aos visitantes deste meu canto, em particular aos dois 'artistas' mencionados no texto!